CANDIDÍASE DE REPETIÇÃO TEM SOLUÇÃO?

A resposta é sim!

Dra. Natália Roberta Andrade Dalla Costa | 📸@marciojrph

A candidíase é uma vulvovaginite muito comum; cerca de 75% das mulheres terão ao menos um episódio na vida.

Não é uma doença sexual; a cândida faz parte da flora vaginal e se torna um corrimento quando a flora está em desequilíbrio.

O quadro se apresenta com sintomas como coceira, inchaço da vulva, vermelhidão, corrimento grumoso branco ou esverdeado, fissuras, ardência e dor na relação sexual.

Ela é considerada recorrente quando acontecem mais de quatro episódios ao ano. Portanto, se você apresenta sintomas como esses, com recorrência, deve procurar uma avaliação com um ginecologista. Em primeiro lugar, é necessário avaliar se realmente é uma candidíase; doenças como líquen, vaginose citolítica, dermatites podem se apresentar com sintomas semelhantes.

Muitos fatores estão associados à candidíase de repetição, como baixa imunidade, descontrole de doença crônica (como diabetes), intolerâncias alimentares, estresse, disbiose, hábitos alimentares ricos em carboidratos, uso excessivo de álcool, uso recorrente de antibiótico, corticoide e por aí vai.

Além disso, pode haver uma cândida resistente às medicações que estão sendo utilizadas ou a presença de bactérias patogênicas (que não fazem parte da flora vaginal) causando esse desequilíbrio.

Portanto, além do uso de antifúngicos, que podem ser necessários por alguns meses, mudanças nos hábitos alimentares, qualidade do sono, controle do estresse, atividade física, cuidados com higiene íntima e roupa íntima, hábitos de vestimenta, uso de probióticos. Todo esse pacote está incluído para um bom resultado no tratamento. Em alguns casos, encaminho para nutricionista para um seguimento adequado da dieta, psicoterapia, psiquiatria, pois a presença da cândida pode ser a resposta do corpo a algo que está em desequilíbrio (além da flora vaginal). Precisamos tratar a causa-base para uma boa resposta.

Nos casos mais resistentes, que ainda persistem com recorrência, lançamos mão também do laser vaginal. Ele estimula a regeneração do tecido e melhora a vascularização com consequente melhora da flora e pH vaginal, reestabelecendo também a qualidade da mucosa fragilizada pelas inúmeras infecções.

Portanto, é importante ter paciência, persistência e constância. Mas existe, sim, solução!


Dra. Natália Roberta Andrade Dalla Costa

Ginecologia | CRM/SC 18370 | RQE: 13342

@dranataliaginecologista

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